
O incrivel homem que encolheu (1957)
A vida de um homem muda completamente quando uma bizarra nuvem de poeira atômica atravessa sobre ele, fazendo-o diminuir de tamanho progressivamente. Quanto menor ele fica, maiores são os problemas que ele deve enfrentar como batalhas contra aranhas e até o risco de ser esmagado
A história é igualmente boa e absurda. Após um acidente, aparentemente radioativo, um homem começa a encolher. Em 1957 um filme de ficção científica com esse caráter bizarro e totalmente visual poderia ser tosco e envelhecer pessimamente mal e assim acabar virando um filme B de qualidade duvidosa já na sua época, ainda que divertido. Mas o diretor Jack Arnold com ajuda de um roteiro extremamente bem escrito, simples e ágil faz um trabalho fantástico fazendo de O Incrível Homem Que Encolheu um filme em que os objetos e a direção de arte tem uma importância crucial e sem igual. 
Dá pra dividir o filme em duas partes: antes e depois do incidente que o leva ao porão. A primeira parte relata a descoberta da doença, o burburinho da mídia encima da situação atípica e como Scott Carey (Grant Williams) e sua esposa Louise Carey (Randy Stuart) lidam com tudo isso. Em certo ponto há a descoberta do antídoto que faz Scott parar de encolher – nisso ele está com 92 cm – após um período deprimido e isolado ele decidi que é a hora de encarar a vida, acaba conhecendo uma anã com quem começa a desenvolver uma relação, e é nesse ponto que se tem uma das sacadas mais sensacionais. Você fica com a certeza que ele de fato vai parar de encolher, se relacionar com a nova amiga e tudo vai dar certo, mas não, ele volta e encolher e regressa ao ponto zero. Novamente atordoado e deprimido.
“Para Deus não existe o zero”
Pra terminar vamos falar um pouco do final – que se encerra com a frase acima. Eu vi muitos elogios a cena final. Cheguei a ler que é um raro momento de cinema popular que mistura com maestria existencialismo, filosofia e metafísica. Sinceramente acho que pensar isso é ser mais pretensioso do que o próprio filme se propôs a ser. Preferia mil vezes ver um final de conto de fadas em que ele é encontrado, para de encolher e vive feliz apesar das adversidades ou um final trágico, com ele se reduzindo a um átomo ou sendo morto. Repito, um final pretensioso para um filme simples, belo e bem realizado que vale muito ser visto. (O texto foi retirado de: http://4everstyle1.blogspot.com.br )
Tamanho: 306 mb (Parte única)
Formato: rmvb Duração: 77.30 min.
Audio: inglês Legenda: português (legenda 100% sincronizada)
This entry was posted
on terça-feira, novembro 09, 2010
and is filed under
FILMES ANTIGOS E CULT
.
















